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O cinema e a fotografia possuem laços íntimos evidentes. Pensando em desenvolver um espaço para discussão de cinema na Escola CâMerA ViAjANTe criamos o cine Marabá. Esse nome homenageia a tradicional sala de exibição que existia na Rua Cel. Genuíno entre o centro de Porto Alegre e o bairro Cidade Baixa. Para comentar o filme e estimular o debate sobre cinema convidamos Ada Luz que é formada em Letras pela UFRGS com especialização em Pedagogia da Arte. Escreveu e dirigiu o curta-metragem Café Paris e co-roteirizou o longa Enquanto a noite não chega de Beto Souza. Atualmente, estuda história do cinema brasileiro e mundial. Quando: dia 19 de maio, às 19h15 FRANÇOIS TRUFFAUT (1932-1984)
Diretor de cinema francês - foi um dos criadores da nouvelle vague, movimento cinematográfico do período pós-segunda guerra mundial, que teve ênfase em produções de baixo orçamento e pesquisas narrativas e artísticas. Cinéfilo, auto-didata, crítico e cineasta, Truffaut dirigiu 26 filmes, entre eles: Jules e Jim (1962), A Sereia do Mississipi (1969), A Noite Americana (1973) e O Homem que Amava as Mulheres (1977). A nouvelle vague, assim como o neo-realismo italiano, influenciou o cinema novo no Brasil e seus principais diretores Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues. Seu primeiro longa-metragem, Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups) de 1959, foi premiado no Festival de Cannes no mesmo ano. O ator Jean-Pierre Léaud interpreta Antoine Doinel, um menino que acaba cometendo pequenos delitos, pressionado pelo ambiente familiar e pela escola. Segundo Truffaut, trata-se de um filme sobre a infância e os relacionamentos entre diferentes gerações. Filmado em P&B com fotografia de Henri Decae, Os Incompreendidos recebeu um tratamento naturalista, quase documental, que, no entanto, é atenuado pelo formato cinemascope,ampliando a percepção estética dos ambientes e situações escolhidos.
Truffaut fala de Antoine Doinel
Portrait de François Truffaut parte 1
Godard e Truffaut em defesa da Cinemateca Francesa (1968) Site oficial em inglês Artigo de Carlos Diegues Sobre François Truffaut, no vigésimo aniversário de sua morte Publicado na revista francesa Cahiers du cinema e reproduzido pelo jornal O globo Quando vi pela primeira vez "Os incompreendidos” ("Les quatre cent coups”) e, em seguida, "Uma mulher para dois” ("Jules et Jim”), eu era um jovem cineasta de uns 20 anos de idade que se iniciava no curta-metragem e aspirava a que meus filmes mudassem meu país e o mundo, forjando um novo e glorioso futuro para o cinema. |
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